Considerar cada caso como único e particular

Como o nome já indica, a Psicanálise se encontra estreitamente vinculada à prática da Psicologia. Segundo o Conselho Federal de Psicologia, "o psicólogo trabalhará visando promover a saúde e a qualidade de vida das pessoas e das coletividades". Porém, como o fazer? É neste ponto que a Clínica Psicanalítica pode propor algo diferente. Se muitas das vertentes teóricas da Psicologia caminham no sentido de propor formas de comportamento e ações práticas pontuais que visem combater o que aflige o paciente, a Psicanálise propõe um caminho alternativo. O que isso quer dizer? Quer dizer que ela considera que o sofrimento de qualquer sujeito não pode ser reduzido a conceitos ou diagnósticos apressados, devendo ser tomado como algo próprio e particular de cada um, não aceitando fórmulas universais para sua solução.

Considerar cada caso como único e particular.

A Psicanálise

Praticar uma escuta aberta e acolhedora, livre de julgamentos

A prática da Psicanálise se dá pela fala. Esse é o veículo de toda transformação possível. A partir do que é trazido pelo paciente nos encontros, buscamos fazer com que ele tome contato com suas questões mais sensíveis, tendo como horizonte a apropriação de respostas e saídas próprias para aquilo que mais o aflige, sem recurso a receitas imediatas ou métodos infalíveis. Isso é proposto uma vez que acreditamos que os dilemas trazidos dizem respeito a uma história pessoal que não pode ser rapidamente generalizada, devendo ser ouvida e abordada sempre do ponto de vista de quem a relata. Sendo assim, as sessões caminham junto de uma atenção plena do psicanalista, direcionando os caminhos da fala do paciente a fim de que as questões possam ser amplamente abordadas e trabalhadas.

Essa novidade pode parecer frustrante, pois o que mais desejamos nos momentos penosos são ações que atuem imediatamente na redução do sofrimento, ainda que elas sejam sugeridas de forma apressada e sem uma análise realmente aprofundada. Contudo, acreditamos que somente uma abordagem mais cautelosa, prezando pela subjetividade dos afetos vivenciados por cada um, pode de fato levar a uma mudança realmente efetiva e duradoura.

Não generalizar o sofrimento nem propor soluções  rápidas